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Juliana Nogueira
 


Antologia da Poesia

Negra

Brasileira.

O negro em versos 



  E.M. Rosa da Fonseca sugere a você ,esta belíssima obra de
poesia brasileira feita pelo negro e para o negro.


"O que difere radicalmente os poetas desta antologia daqueles Poemas Negros, de Jorge de Lima, Raul Bopp ou Gilberto Freire é que eles procuram, com um certo ponto de vista, tomar para si a causa da diferença e a diversidade, aguçadas pelo sentimento de expressar as próprias metáforas.
O que realmente significa ser um poeta negro?
Falando do negro como a si mesmo, perguntariam alguns perplexos portadores da mesma inconsciência nacional. Essa espé­cie de Negromania sem a conotação prosaica do termo é uma espécie de ser negro, de falar de seus desejos, das suas dores, de seus deuses e mitos, essa forma de transcender as pedras dos caminhos, um coração ancestral que bate forte em cada homem negro estigmatizado pelo preconceito e pela indiferença.
Esta antologia pode parecer uma apologia ao apartaide cultu­ral? Não, senhores, esses poemas e versos, em verdade, procu­ram o mesmo sentimento de beleza, e também e mais profunda­mente a razão política e consciente de gritar bem alto os nossos desejos, a nossa auto-estima, o nosso desconhecimento. A nossa ausência.
Esta antologia celebra aqui e agora com esses nossos poetas a volta aos anos sessenta, quando o mundo viu diante de si o talento da poesia negra manifestada pelo movimento da “Negritu­de”, falando com as novas vozes de Leopold Senghor, Aimé Cesaire e Leon Damas.
Assim, esta antologia não deixa de ser um alento para este momento de descobertas e de introduzir no cotidiano as vozes negras da nossa poesia."
Emanoel Araújo
Diretor do Museu Afro Brasil


Sugestão feita pela Professora Liliane de Geografia





















“Antologia da Poesia Negra Brasileira – o

negro em versos”.Lançado pela Editora

Moderna/Salamandra organizado por

Luiz Carlosdos Santos, Maria Galas e

Ulisses Tavares.
Unknown
Millôr Fernandes, autor de "Poesia Matemática"

Veja como o alinhamento perfeito entre o conhecimento matemático e a língua portuguesa produziu esta poesia linda de Millôr Fernandes. Leiam abaixo.


Poesia Matemática
(Millôr Fernandes)

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.



Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base…


Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.


Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.

Até que se encontraram
No Infinito.


“Quem és tu?” indagou ele
Com ânsia radical.

“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa.”


E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.


E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.


Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.


Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.


Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.


Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.


Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.


E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.


E casaram-se e tiveram
Uma Secante e três Cones
Muito engraçadinhos.


E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.


Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum…

Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.


Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.


Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais um todo.
Uma Unidade.


Era o Triângulo,
Chamado amoroso.


E desse problema ela era a fração
Mais ordinária.


Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade.


Como aliás, em qualquer
Sociedade.





E quem foi que disse que Matemática não tem nada a ver com Língua Portuguesa?
Ana

Foto de Chema Madoz

Auto Retrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!
Mário Quintana

Categoria: 1 comentários | edit post
Unknown
Acreditem, as retas são paralelas!






Nós somos como duas retas paralelas
Mas meu amor por ti é irrestrito;
A distância se mantém a mesma entre mim e ela
E nós vamos nos amar somente no infinito...
(Prof. Rafael)

Acabei de criar estes versos e os dedico especialmente aos meus alunos do 9º ano, turmas 1901 e 1903, que tanto lutaram para entender um dos conteúdos de Matemática do 1º bimestre, que tratou do Teorema de Tales (feixe de retas paralelas cortadas por duas transversais).

O poema também é dedicado a todos aqueles que mantêm viva a esperança de, mesmo no infinito, alcançar os seus objetivos, tanto no amor quanto na vida em geral.

Opa!, não é dessa esperança que estou falando...

Um grande abraço do Professor Rafael aos alunos e funcionários da Escola Municipal Rosa da Fonseca.